sexta-feira, setembro 08, 2006

Lembranças do passado

O que acontece quando os barcos deixam de navegar?
Esta foto foi tirada em Agosto 1983, aqui temos o antigo cabo Avelar Pessoa depois mais uma viagem a ilha das Berlengas entrando no porto de Peniche.
Um dia de Agosto 1994, qual não foi a minha surpresa quando vejo o Cabo Avelar Pessoa encalhado na Praia-da-Areia-Branca, concelho da Lourinhã, num estado de degradação avançado, é sempre triste ver um barco neste estado que transportou tantos de entre nos , hoje penso que provavelmente tenha desaparecido completamente, é pena.

domingo, setembro 03, 2006

segunda-feira, junho 26, 2006

sexta-feira, junho 16, 2006

O ‘LIMO” E O SEU APROVEITAMENTO AO LONGO DOS ANOS NA JURISDIÇÃO MARÍTIMA DE PENICHE

Por: Fernando engenheiro
Esta planta aquática, da família das “algas”, é conhecida por todos os oceanos, próximo das praias, estuários e lagoas por todas as costas.
No nosso país o seu aproveitamento coma flora submarina, conquanto mais modesto do que a pesca e a caça, tem constituído através dos tempos uma forma típica de ocupação humana por todo o nosso litoral.
A apanha destas plantas marinhas em Portugal é conhecida por nomes diferentes consoante as regiões: como sargaço (no Minho), taborro (na Póvoa do Varzim), bodelha (no Tejo), moliço (na Beira Litoral). Sem qualquer alteração, na nossa
região mantemos o seu suposto nome original.
Desde muito cedo a humanidade aprendeu que tais plantas podiam servir para fertilizar os campos. Esta foi numa grande parte do mundo a sua utilização predominante, embora se saiba, por estudos feitos ao longo dos tempos, existirem espécies utilizadas na alimentação em vários países do Extremo Oriente, nomeadamente no Japão. O alto teor em matérias azotadas e outras substâncias nutritivas parece desempenhar um papel importante na alimentação de animais e até de humanos.
Torna-se até surpreendente a sua capacidade de introdução nas ementas macrobióticas, bem como o poder da extracção do liquido espesso e gomoso que contém, acompanhado do iodo que lhe é característico, utilizado em farmácias e também na alimentação e em cosmética.
Também são utilizadas em banhos medicinais, fazendo parte de tratamentos à beira-mar, com grande aceitação com resultados em que se reconhece o seu valor.
Dos elementos sobre a nossa área de circunscrição marítima que me foi possível consultar é de notar alguns registos em poder da Autarquia Local, que passo a mencionar:
No século XVII, em Peniche, encontramos pelo menos mencionado no livro das Vereações (tomo de 1683, fls. 15) uma referência alusiva à limpeza “e apanhamento das herbas marinhas da Alagoa” - o lago que se formava na antiga foz do rio da Atouguia, embora neste caso a vegetação fluviomarinha pudesse ser de outro género. E possível que desta se servissem já os camponeses e também os ervanários; o musgo branco e o carvalhinho-do-mar, por exemplo, eram, segundo parece, medicamentos em voga na farmacopeia peninsular daquela época.
E no tomo de 1730, fls. 12, fala-se das mulheres que iam “colher limos ao areal segundo lhe permitido”, parecendo, pela frase, que haveria mesmo uma postura concelhia a tal respeito.
No começo do século XIX a apanha de plantas marinhas tinha grande relevo. Assim o diz Pedro Cervantes de Carvalho Figueira no relatório que escreveu em 1853: “As algas e plantas marítimas, às quais em Peniche dão o nome de limo são, pelas marulhadas e águas vivas, arrancadas dos rochedos a que se fixam por uma base larga, porque não têm raízes, e arrojadas às praias, onde na baixa-mar são colhidas em grande quantidade pelos habitantes desta Vila e das povoações circunvizinhas que as empregam como estrume, para adubo na cultura dos cereais, batatas e hortaliças. E mais um tesouro que a Providência pôs ao alcance dos habitantes da costa que, quando tivermos estradas, há-de ser melhor aproveitado, e fecundar maior extensão de terreno; mesmo assim já aqui se vendem estas plantas a 200 réis a carrada, sendo verdes, ou a 2$000 réis depois de secas, e aproveitam-se anualmente alguns milhares de carradas (Indústria de Peniche, Lisboa, 1865, pág. 53).
A azáfama na corrida à apanha de limo em certas quadras do ano, principalmente apôs as tempestades e as marés do equinócio prolongou-se pela século XX. Grandes grupos de homens e mulheres se viam entretidos apanhar, com ancinhos de madeira, as algas que afloram na crista das ondas ou tombam no rolo da praia e que depois espalham par sobre a areia enxuta para secar e que mais tarde agregam em montículos, aqui e além, para facilitar o transporte. Este era feito a dorso de jerico, em pachorrentas burricadas.

Era um espectáculo colorido, em que os ares se impregnavam com um cheiro iodado característico. Apenas com um inconveniente: quando o calor apertava, as algas entravam em rápida putrefacção, atraindo mosquedo e pulgas-do-mar.
Ainda voltando aos fins do século XIX, mais propriamente em 1896: a afluência de vegetais na orla marítima de Peniche levou mesmo alguns indivíduos desta localidade a ensaiar novos processos de valorização de tal matéria. Destaco aqui o negociante José Franco que, entusiasmado com o que estavam fazendo os “goémoniers” franceses, pretendeu montar uma unidade industrial para do limo extrair produtos químicos (iodo, bromo, soda, etc.). Descorçoado, por mingua de apoio financeiro e, possivelmente, de mão-de-obra especializada, desistiu do intento. Embora a ideia não vingasse, bem merece ser lembrada com apreço, porque nenhuma fábrica do género chegou a existir entre nós, conquanto semelhante processo de exploração algológica se tenha tomado assaz vulgar em muitos pontos do globo.
Mais tarde, já na década de 40 (1940) um outro cidadão, natural de Peniche, Ramiro de Matos Bilhau, tentou o aproveitamento do limo desta costa, com vista ao fabrico de rações para gado, em bases modernas para a época.
No esquema fabril que chegou a concretizar as algas vinham da praia para a fabrica, no Quebrado (Peniche de Cima) onde ainda existem os barracões construídos para a sua laboração. Neles eram lavadas repetidamente com água doce e postas a secar ao ar livre em longos tabuleiros. Depois passavam por uma operação de moenda num triturador especial, com diversos calibres. O granulado assim obtido destinava-se à mistura com farinha e outros ingredientes, por forma a conseguir boas rações. Por razões que desconheço a iniciativa não foi explorada por muito tempo.
Mas a grande intensidade da exploração do limo, que a história não vai esquecer por diversas razões, verificou-se nas décadas de 60 e 70 do último século, por toda a costa que circundava esta zona e até à distância de algumas milhas pois, ao que nos apercebemos, ela era uma autêntica pradaria de algas em faixas que formavam verdadeiras plataformas flutuantes daquele precioso produto que, em poucos anos, ficou reduzido a nada.
Tratou-se da grande devastação pois o interesse mercantil da exploração levou a arrebanhar tudo o que podia ser arrebanhado.
Eram usados barcos motorizados, que se caracterizavam por serem pintados de amarelo, com uma legenda por cima do verdugo da embarcação: “Apanha Submarina de Algas”. Chegaram a actuar nesta safra 28 destas embarcações, que transportavam mergulhadores equipados com o mais moderno equipamento para a época.
O seu produto era vendido a peso com a presença das autoridades competentes, que cobravam os direitos devidos, efectuando-se a partir daqui transacções com os compradores interessados.
Pelo que hoje nos apercebemos, terá sido um autêntico desastre ecológico, partindo-se do principio de que as próprias algas suportam e protegem também, de forma considerável, uma rica e variada comunidade de animais marinhos.
Parece, porém, que nem tudo se torna vantajoso nas pradarias de fanerogâmicas no que respeita às algas, pois nelas têm o seu habitat diversos animais perfuradores que aproveitam qualquer matéria sólida para estabelecer os abrigos mediante a sua capacidade de furar, a que só muitas poucas substâncias escapam.
Estou a lembrar-me do grande desastre da invencível Armada, que o monarca Filipe II enviou às costas de Inglaterra. Pensa-se que, durante o tempo em que a invencível Armada esteve fundeada em Lisboa para preparar a expedição, os cascos dos navios teriam sido invadidos par moluscos perfuradores. Quando a grande tempestade surpreendeu a esquadra no mar do Norte, os cascos não puderam suportar o embate das ondas e perderam-se irremediavelmente.
Ainda falando dos moluscos bivalves perfuradores, lembro os conhecidos par “Teredo” que são capazes de digerir quase exclusivamente a madeira. Outra exemplo da sua acção devastadora deu-se na Holanda, em 1730, quando as diques e as comportas que defendem as costas dos Países Baixos (esburacados inúmeras vezes pelos moluscos que, mais uma vez, viviam juntamente com as plantas marinhas, não puderam resistir à pressão da massa de água do oceano e se desfizeram em mil pedaços, originando enormes prejuízos.
Muita mais haveria que dizer sobre estas plantas do foro da “Flora Mar e que protegem membros do Reino Animal.

domingo, maio 28, 2006

Noite em Peniche ..........



Peniche By Night

Pascoa 2006, Procissão à saída da igreja da Misericórdia direcção são Pedro.















sexta-feira, abril 14, 2006

Sea Power no porto de Peniche 14/04/2006


Sea Power no porto de Peniche14/04/2006


Transportando o inovador Pelamis que vai flutuar em Portugal, este sistema que uma vez montado parece uma cobra gigante ondulando com o movimento das ondas.
Construído na Escócia, transportado para Peniche aonde é montado segue para a Póvoa do Varzim para entrar em serviço.

quarta-feira, abril 05, 2006

Quebra gelo no St Laurent sempre no porto de Montreal.


Aqui junto um abraço para toda a comunidade que vive nesta provincia do Canada e principalmente para aqueles que vêm da terra da rocha ou seja cabo-carvoeiro.

Continuando no Canada


Aqui temos uma vista aérea do St Laurent em Montreal , não esquecer que também é um grande porto, sabendo que é um ponto de passagem incontornável para toda a navegação em direcção dos grandes lagos da America do Norte.

terça-feira, março 07, 2006

Cenas da vida a Bordo



Nunca esquecer o mais importante, os protagonistas desta vida marítima"" os Pescadores"" sem eles nada era possível.

Continuando a nossa viagem nas águas frias do Canada



Estas fotografias, penso que dizem tudo, sobre o rigor do clima nestas zonas do nosso planeta.

Mais uma fuga da rocha através o nosso mundo marítimo, destino: Canada



Queria agradecer o nosso amigo Hélder membro activo da confraria dos “Kagados brilhantes” secção Leamington, autor destas fotos, que descrevem melhor que mil discursos, a vida e o ambiente destes profissionais da pesca, no lago perto de Leamington.

domingo, março 05, 2006

Fortaleza de Peniche, Jorge Sampaio comemoração do 30° do 25 de Abril em 2004.




Este espaço sendo dedicado a região de Peniche, não queria, por enquanto, impor qualquer rigor cronológico na publicação das minhas fotografias.

Marina do porto de peniche


Foto tirada no mês de Fevereiro 2003, dia de tempestade, so sai quem tem realmente necessidade, de outra forma é melhor ficar ao abrigo, com o mar não se brinca.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Tempos Passados

Sempre a escola velha mas esta foto penso que seja mais antiga, aqui então falar de segurança é um eufemismo, vejam so as grades de protecção, inexistentes, é de lembrar que do lado direito ou seja a antiga escola das raparigas a porta de accesso a sala do R/C está a 1,80m do sol, imaginem a queda! mesmo para um adulto, outros tempos e estamos todos vivos!!!!!!





Como sempre neste Blogg quando as fotografias não são da minha autoria queria agradecer os autores, neste caso penso que seja o meu amigo Fernando Engenheiro, ele que me desculpe mas aproveitei a exposição realizada na Fortaleza para fotografar com a minha maquina.

Tempos Passados

Escola velha de Peniche, fotografia tirada provavelmente no principio dos anos 60,.
Quando penso que hoje em dia a maior parte das crianças, não podem sair a rua sem o seu telemóvel, vejam so estas imagens, em termos de segurança, certos pais de 2006, se soubessem que os filhos iam para a escola nesta condições apanhavam um ataco cardiaco.
No entanto não foi há muitos anos!!!!




Como sempre neste Blogg quando as fotografias não são da minha autoria queria agradecer os autores, neste caso penso que seja o meu amigo Fernando Engenheiro, ele que me desculpe mas aproveitei a exposição realizada na Fortaleza para fotografar com a minha maquina.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Voltando a terra



Paz e sossego na capela de Nossa Senhora dos Remédios, situada perto do cabo carvoeiro, construída provavelmente meados do século XVII, um local bastante agradável aonde a unica coisas que se queimam são as velas, sobretudo nestes tempos de intolerância em que vivemos, está aberta a todos, sejam quais forem as convicções religiosas ou morais, compreenda que quiser!!!!!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Continuando a nossa viagem na Malaysia: ilha de Penang

Sempre agradável poder contemplar uma cidade, esta não escapa a regra : GeorgeTown do 65° andar da Kommtar Tower.

Continuando a nossa viagem na Malaysia

Depois de Malacca, rumo à ilha de Penang.
Aqui temos a “The Komtar Tower” com 65 andares.

PS.contrariamente as outras fotos esta não foi da minha autoria, foi extraída do site que queria agradecer claro!

http://www.orientalarchitecture.com/georgetown/georgetownmapindex.htm

domingo, janeiro 29, 2006

De vez enquanto a rocha vai dar umas voltas por este mundo. Malacca



Medan Portuguese Square
Mesmo destruindo a maior parte das construções elaboradas pelos portugueses, uma coisa é certa, praticamente quatro séculos depois da saída dos portugueses, em malacca a cultura portuguesa nunca foi destruída, pelo contrario existe sempre uma comunidade que sempre transmitiu a alma da nossa cultura, que é a lingua portuguesa, e isso nenhuma arma consegue destruir.