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sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 03, 2008
A geração do ecrã por Alice Vieira. Leiam que vale a pena
A geração do ecrã
«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.E nós deixamos.
»Alice Vieira, Escritora
domingo, março 23, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Divulgar Peniche e a sua Região
Queria agradecer os visitantes, pelo o interesse que têm mostrado por este modesto blog e também o : http://cabo-carvoeiro-historico.blogspot.com/ e desejar-lhes um bom ano novo e muitas felicidades.
Decidi publicar, como também pôr a disposição dos visitantes algumas das minhas fotos, que têm uma relação com Peniche e concelho, penso que as imagens são feitas para transmitir mensagens ou emoções etc. por isso para mim, não faz sentido tentar tirar proveito algum, senão aquele de divulgar e de dar a conhecer uma região com paisagens extraordinárias
A realização destas imagens foi um prazer, e não um trabalho ou uma obrigação.
Um abraço para todos.
Decidi publicar, como também pôr a disposição dos visitantes algumas das minhas fotos, que têm uma relação com Peniche e concelho, penso que as imagens são feitas para transmitir mensagens ou emoções etc. por isso para mim, não faz sentido tentar tirar proveito algum, senão aquele de divulgar e de dar a conhecer uma região com paisagens extraordinárias
A realização destas imagens foi um prazer, e não um trabalho ou uma obrigação.
Um abraço para todos.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
história da princesa
história da princesa
Submetido em Sexta, 07/12/2007 - 18:10 por? Anacristina
Meu nome é Ana Cristina e fui, desde sempre um pouco afastada de todo o mundo até aos cinco anos, em que entrei para o instituto de S. Manuel. Foi uma experiência muito boa, porque via os outros lerem e havia sempre quem dissesse:- coitadinha, nunca vai poder ler!Sentia-me triste.Até que um dia isso acabou!Mas... há semelhanças entre nós. Quando me foi apresentada a primeira professora de mobilidade, tive medo e vergonha. Medo que me olhasse de maneira diferente, vergonha porque sabia que me iam ensinar a andar na rua e não ensinaram os outros.E não queria aceitar o facto de ter que andar de bengala. Era uma coisa que marcava muito a minha pessoa. Todos iriam saber que eu era cega.Até que percebi que estava a ser completamente idiota. E decidi mudar de ideias. E assim, a primeira vez que fui à rua foi significativo. Perdi o medo de pedir ajuda e senti que estava a dar um grande passo para estar junto dos outros.
Submetido em Sexta, 07/12/2007 - 18:10 por? Anacristina
Meu nome é Ana Cristina e fui, desde sempre um pouco afastada de todo o mundo até aos cinco anos, em que entrei para o instituto de S. Manuel. Foi uma experiência muito boa, porque via os outros lerem e havia sempre quem dissesse:- coitadinha, nunca vai poder ler!Sentia-me triste.Até que um dia isso acabou!Mas... há semelhanças entre nós. Quando me foi apresentada a primeira professora de mobilidade, tive medo e vergonha. Medo que me olhasse de maneira diferente, vergonha porque sabia que me iam ensinar a andar na rua e não ensinaram os outros.E não queria aceitar o facto de ter que andar de bengala. Era uma coisa que marcava muito a minha pessoa. Todos iriam saber que eu era cega.Até que percebi que estava a ser completamente idiota. E decidi mudar de ideias. E assim, a primeira vez que fui à rua foi significativo. Perdi o medo de pedir ajuda e senti que estava a dar um grande passo para estar junto dos outros.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
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